“A morte, então, não é um ponto final, mas parte de um movimento contínuo, onde o fim de um ser é, paradoxalmente, o recomeço de novos ciclos biológicos. Mas o que é mais sagrado na morte, meus amigos, não é a dissolução do corpo, mas o momento da morte da consciência. Nesse instante, o nada se insinua no mundo, preenchendo paradoxalmente o vazio com uma ausência que antes não existia. O nada, que se insinua sem alarde, é o grande mistério da morte. O corpo é vida. A morte reside apenas na consciência. E talvez seja isso que nos apavora tanto: a consciência de que, ao morrer, não apenas cessamos de ser, como seres conscientes, mas o próprio nada entra em cena, abrindo um abismo que nunca poderemos compreender ou atravessar. A morte da consciência é a mais verdadeira e silenciosa forma de santidade. É a morte que não se vê, que não se toca, mas que define todo o nosso ser e o nosso mundo.”
(pp. 115-116).
top of page
R$ 67,00Preço
bottom of page

