E m um mundo ancestral, as tribos e os clãs habitavam planícies, montanhas e vales. Dividiam-se em comerciantes, agricultores, pescadores, avicultores, tecelões, pequenos pecuaristas, vinicultores. Negociavam seus produtos, mantendo relações amigáveis. Ilídios, umbelinos, esmínios, assânios, dulcoreanos, simetanos e outros. Eram povos que entendiam e cultivavam as benesses da natureza. Por vezes, eram obrigados a lutar contra invasores. Alguns, cruéis. Os ilídios dedicavam-se à família e à coletividade. Amavam-se, festejavam a existência, as conquistas e procuravam justificar a passagem por este mundo com ações produtivas e grandiosas. Mas forças inimigas obrigaram o clã das montanhas a ações extremas, exigindo-lhes reação, resistência e inovação. Quando os fortes devem morrer vai de encontro ao fascínio dos leitores ávidos por aventura, emoção, amores, desejo, sacrifício, vingança e superação. Para tanto, o macróbio Tristão ensina: “Deixem que o sol, a lua e as estrelas os conduzam. A natureza nos revela o que precisamos saber. Procurem reconhecer os sinais. O futuro é fruto do que semeamos e colhemos, é resultado de como vivemos”. Portanto, preparem-se, sejam fortes. Nunca deixem de lado a coragem. Juntem-se ao clã e boa leitura!
QUANDO OS FORTES DEVEM MORRER
CLÁUDIO COSTA VAL
